- Ana, dormiste?
Esta olha para aquela figura morena, alta, que apesar da idade, continuava bonita. Olhava para Ana como uma doçura extrema, a doçura maternal.
- Sim, um pouco...
- Queres que te traga algo?
- Não, só que me deixes estar... - Pede-lhe Ana.
A porta volta-se a fechar, com a mesma suavidade que abriu.
Ana encontrava-se novamente sozinha. SOZINHA! Volta a olhar pela janela, mas desta vez em direcção ao céu, como se este lhe dissesse tudo, como se este fosse o seu melhor amigo. Enquanto isso, esta agarra o parapeito da janela com força. Cai-lhe uma lágrima sobre a mão. Baixa o olhar para aquela lágrima solitária.
- Estás como eu... - Pensa Ana.
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